Sítio Histórico de Santa Leopoldina

Em Santa Leopoldina pode-se observar as diferenças existentes entre a arquitetura rural e urbana.




Enquanto a primeira incorporou a tradição portuguesa na arte de construir, praticamente conservando até os dias atuais as mesmas características, a arquitetura urbana assimilou as influências dos novos materiais e técnicas construtivas incorporando as transformações típicas do neoclassicismo e do ecletismo.

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Tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 02/08/1983, Processo 08/80, Livro de Tombo Histórico de nº 32 a 62, folhas 5 a 8. É possível encontrar em toda a extensão territorial do município um rico e diversificado patrimônio arquitetônico

A região central da cidade de Santa Leopoldina, tombada pelo Conselho Estadual de Cultura, concentra um inestimável acervo arquitetônico. A zona rural concentra um representativo acervo de fazendas e, nas proximidades das localidades rurais edificações que embora apresentem simplicidade construtiva, retratam as condições vividas pelos imigrantes no início da colonização.

Santa Leopoldina É uma das cidades que conserva a ambiência de uma cidade colonial, embora tenha vivido seu apogeu econômico e cultural no início do século XX.

Colonização em Santa Leopoldina

A paisagem urbana é constituída pelos sobrados que margeiam a rua principal, as margens do rio e as encostas dos morros, conservando ainda o traçado original que resultou das demarcações de terras realizadas pela Inspetoria Geral das Terras e Colonização em meados do século XIX, dentro da política de ocupação dos vazios demográficos do território brasileiro durante o Segundo Império.

As edificações existentes, em sua maioria assobradada, apresentam o mesmo partido arquitetônico utiliza- do pelos portugueses na produção da arquitetura colonial das primeiras vilas e cidades do litoral brasileiro em outras regiões.

O pavimento térreo é sempre utilizado para as funções comerciais e acessado diretamente da Rua do Comércio, atual Avenida Presidente Vargas

No pavimento superior funcionava a residência das famílias mais importantes e abastadas da região. O que caracteriza as edificações implantadas ao longo da margem direita do rio são os armazéns, que próximos ao porto, recebiam os produtos que chegavam da capital ou diretamente da Europa e enviavam para o Rio de Janeiro ou para a Europa as mercadorias que movimentavam o comércio local, principalmente o café.

Riqueza Econômica em Santa Leopoldina

A riqueza econômica, gerada a partir do comércio deste produto possibilitou a produção de uma arquitetura urbana mais requintada, a partir do uso da mão-de-obra especializada e assalariada dos imigrantes. A proximidade com os grandes centros europeus em função da continua movimentação de imigrantes estrangeiros e de caixeiros viajantes vindos da capital federal, possibilitaram o contato com os novos materiais e com os novos gostos vigentes na Europa.

Esta relação comercial possibilitou a renovação principal-mente das fachadas da maioria dos edifícios implantados na Rua do Comércio que hoje estão caracterizados como imóveis ecletizados em função do desenvolvimento econômico que ali foi gerado.

A arquitetura produzida retrata o período eclético da historia da arquitetura brasileira com exemplares que possuem influências neoclássicas (arquitetura civil) e neogôticas (arquitetura religiosa).

As fachadas mantêm a relação característica da arquitetura colonial produzida pelos portugueses entre os cheios das paredes e os vazios das portas e janelas.

Em alguns casos percebe-se a presença de beirais encachorrados, mas na maioria das ocorrências, as coberturas são dissimuladas por platibandas cheias ou vazadas com balaústres e cornijas.

Os quadros das portas e janelas são, em sua maioria, executados massa ressaltada ou, mais raramente em pedra lavrada. Os vãos são encerra- dos na parte superior por vergas em arco pleno em arco abatido, ou ainda, reto utilizando a madeira, muito utilizada na arquitetura portuguesa.

Os guarda-corpos de ferro ou de massa são também frequentes nas sacadas corridas, ou isoladas das janelas rasgadas do segundo pavimento. Os telhados coloniais com telhas de barro tipo canal em capa e bica ter- minando em beirais de madeira encachorrados, típicos da arquitetura portuguesa, ocorrem em menor n˙úmero.




Destaca-se um único exemplo de sacada corrida com guarda-corpo de ferro na fachada remanescente do imóvel de nº 1491, localizado na Avenida Presidente Vargas.

Ao todo são trinta e seis imóveis que constam no Processo de Tombamento de nº 08/80, solicitado, na época, pela Direção da Rede Gazeta de Comunicações.

Além dos edifícios tombados existem outros elementos de interesse que compõem a ambiência urbana.

São eles:

Igreja Matriz Sagrada Família

De onde se pode avistar o morro do Hospital com o Monumento ao Imigrante, o conjunto de montanhas, o rio Santa Maria da Vitória e o casario que compõe o sítio histórico municipal.

Ponte Paulo Antônio Médice

Atravessa o rio Santa Maria da Vitória exatamente no trecho que ele passa a ser navegável e de onde tem-se uma bela visão da Igreja Matriz, da Pedra Malha, da Casa Paroquial, do Prédio 1914 e do local onde anteriormente localizava-se o Porto das Pedras em Porto Cachoeiro – primeira denominação do município.

 Monumento ao Imigrante

De onde se vê o casario que compõe o sítio histórico de Santa Leopoldina, o rio Santa Maria da Vitória e o conjunto de montanhas da região.




Sandra Santos

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