Município de Viana

O Município de Viana foi colonizado nos primeiros anos do século XIX, com a chegada dos pioneiros à região. Um destes foi o Intendente Geral de Polícia do Príncipe Regente,

Paulo Fernandes Viana, encarregado de organizar o povoamento da região denominada Sertão de Santo Agostinho. Para essa região, Paulo Viana levou 53 casais de açorianos que se estabeleceram próximo ao Rio Jucu e a seus afluentes, Formate e Santo Agostinho, em 15 de fevereiro de 1815.

Do total de 55 sesmarias, foram distribuídas uma para cada casal de açorianos e duas para o capelão e o cirurgião da colônia, conforme o relatório do Presidente Fernandes de Barros ao Comendador Monjardim, vice-presidente da Província em 1857.

O município de Viana tem predominância de área rural, possui vários pequenos e médios produtores que exploram culturas como banana, abacaxi, laranja, mamão, café e coco da Bahia.

Com a vinda dos açorianos surgiu no Estado o cultivo de trigo, arroz, milho e do bicho-da-seda. É que, através da carta régia de 17 de janeiro de 1814, o Governo de D. João determinava a isenção do pagamento do dízimo por 10 anos para as culturas do trigo e do linho que fossem produzidos por aqui.


    

Os colonos vieram financiados pela Intendência, contudo, sem deixar de pagar frete, com exceção dos recém-nascidos. Todos receberam terrenos, casas, ferramentas, carros de bois ou cavalgaduras, registrou o Intendente. Ao chegarem ao local onde se instalaram havia ali somente duas ou três cabanas.

O novo núcleo recebeu o nome de Viana, em homenagem ao Intendente Paulo Viana, o pioneiro da região. Pertencente ao Município de Vitória, só em 23 de julho de 1862, Viana tornou-se Município, conseguindo, assim, sua emancipação política. No dia 08/12/1862 foi instalado oficialmente o Município de Viana. Obs: Um genealogista, membro do Instituto

Histórico e Geográfico do Espírito Santo, Marcus Pimentel, descobriu que na região (Viana) não havia índios. Os religiosos levaram índios, possivelmente do Sul do Estado para fundar a Fazenda de Araçatiba.

O naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, em segunda viagem ao interior do Brasil, registrou que os colonos não estavam acostumados a trabalhar sob o sol ardente dos trópicos e, desinformados, plantavam arrozais nos alagadiços vizinhos às suas moradias. Muitos homens adoeceram e morreram. As mulheres foram menos sacrificadas.

Saíam menos que seus maridos e não bebiam água das áreas pantanosas. Quando presenciaram a morte de seus compatriotas, os açorianos se desesperaram e quiseram ir embora. O Governo foi contra e alguns colonos conseguiram fugir.

Os colonos que conseguiram fugir foram capturados e levados à força por milícias armadas para Viana. Saint-Hilaire apurou que uma das maiores queixas dos açorianos foi a de que o Governo havia prometido terras em Minas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e não no Espírito Santo.

Referências/Documentos consultados: 1. SEBRAE. Programa SEBRAE de Turismo. Inventário da Oferta Turística. Município de Viana. Janeiro, 1997.

Dias Festivos para visitar a cidade:

Festa de Emancipação do Município de Viana – No dia 23 de julho. A Prefeitura e a comunidade organizam o evento que conta com um público de, aproximadamente, 4.000 mil pessoas.

Festa do Divino Espírito Santo – Acontece no mês de maio ou junho.No pátio da Igreja Matriz.

Arraia da Mocidade (festa Junina) – Acontece no final do mês de junho ou começo de julho (data móvel). Localização: Rua Sete de Setembro.

Festa de Nossa Senhora Aparecida – Data: 12 de outubro.Localização: Via Perciliano L. Trancoso.Bonito.


    

Turismo Local:

Estação Ferroviária de Viana

No dia 13 de julho de 1892, o Governador da época, Dr. Muniz Freire, regulamentou a construção da Estrada de Ferro Sul do Espírito Santo, ligando Vitória a Cachoeiro de Itapemirim.

Foi inaugurado o trecho de Vitória a Viana em 1895. Em 1992, era ponto de saída do Trem da Montanha e parada da programação Domingo no Trem, porém, hoje está desativada.

Foi restaurada e hoje abriga o Museu do Trem, com a sala Alvimar Silva, em homenagem a um poeta vianense.

Visitação: de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30, com visitas guiadas, acesso gratuito e com autorização prévia.

Casa da Cultura

A Casa da Cultura de Viana fica na margem esquerda da Rodovia BR-262. Em frente à Prefeitura de Viana. Inaugurada em 22 de julho de 1989, tem o seu acervo composto de fotos e objetos de costumes locais ligados à cultura açoriana.

Trata-se de um grande acervo fotográfico, peças e utensílios antigos utilizados pelos colonizadores da região e material retratando a história do município.

Período de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h.

Banda de Congo Vianense

A Banda de Congo Vianense é formada por aproximadamente 40 componentes e seus trajes e instrumentos são fabricados pelos próprios componentes.

O congo, ou as bandas de congos são grupos compostos de homens e mulheres, em número variável, que tocam e cantam em dias de festa, nas puxadas, fincadas e retiradas do mastro de São Benedito ou em festas eventuais.

A puxada, o levantamento e a fincada do mastro atraem muitos devotos. Porém, a fase inicial, processados dias antes da festa com a presença da banda de congos, é a derrubada da árvore escolhida como mastro.

No dia do santo, o mastro, adornado com bandeirinhas, flores e fitas, com o quadro do santo no topo, é transportado pelos fiéis. O levantamento e a fincada se processam ao som dos cantos da banda de congo e do estourar de foguetes.

De modo geral, a indumentária é simples. É composta por calça e camiseta para os homens e vestidos para as mulheres. Na maioria dos grupos aparecem mulheres representando a Rainha e conduzem a bandeira do santo: São Benedito, São Sebastião ou Nossa Senhora do Rosário. Apresentam-se no período de 25 de dezembro a 20 de janeiro.

As cantigas, abordando temas variados, guardados de memória ou improvisadas, são entoadas de forma alegre e irreverente.

Os instrumentos são também em número variável, determinado de acordo com os elementos do grupo: chocalhos, cuícas, congos, casacas, tambores, caixa, triângulos, pandeiros e ganzás. Entre eles merece destaque a casaca, estudada por Guilherme Santos Neves (1978), que a considera única em todo o país e fartamente indicada em registros do século passado. Contatos: Comissão Espírito-Santense de Folclore, Telefone: (27) 3229-0165.

Onde Ficar:

Hotel Canaã. Rodovia BR-262, Km 12. (27) 3255-1402.

Hotel Flecha. Rodovia BR-101, Km 15. (27) 3255-1209.

Pousada Olhos D’água. Rua Projetada, s/nº. Barro de Cima. (27) 9983-0171.

Camping Parque Túnel da Alegria. Rodovia BR-262, Km 21. Entrada de Formate. (27) 3336-6569.

Acampamento Batista Capixaba. Rodovia BR-262, Km 26. Vargem Grande. (27) 9981-2807.

Albergue Propriedade de Ayrton Trento. Sítio Ladeira Grande. (27) 3255-1381

Pousada Ladeira Grande. Localidade de Ladeira Grande. (27) 3255-1395 (Isodete).

Sandra Santos

O site girocapixaba.com é a concretização de um sonho, onde o foco é o turismo do estado do Espírito Santo. Não me canso de dizer: "O Estado do Espírito Santo é Lindo!"

Website: http://sandrasantos.net

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